skip to main |
skip to sidebar

A mulher que há em mim ainda não se conhece. Não a ponto de se admitir no que em mim goza, de se saber responsável por todos os meus inícios (sim, essa enorme culpa em começar!). Ela é a dona da casa. Aquela que a desarruma só pelo prazer da mudança, a que no cotidiano dobra a natureza, a mesma que lava as mãos ao fim do dia. O que aos outros faz parecer mistério, é só razão, mesmo que oculta. Ela é pura política! Negocia mensalmente seu lugar no mundo, e ainda se governa conforme ambições e quereres, conforme também sua fome em fresta. Eu sou a morada desta mulher, ela já vasculhou todos os meus cantos, sabe andar no escuro de mim sem se perder. É de si mesma que não sabe, esta mulher que me habita.