
Foi só com o tempo que eu entendi. Aquela tranqüilidade precedendo o pão nosso de cada dia, a falta de pressa em todos os contatos, os anúncios sempre bons trazidos pelo vento e o pé pisando seguro o chão eram indícios de que ela se fazia presente. Daquele jeito silencioso, andando por nossa morada sem esbarrar nos objetos, perfeitamente acomodada nos cantos e no centro, por cima ou por baixo, tão perto. Só quando ela se tornou insistente e perseverou é que lhe abrimos portas e janelas, estendemos tapetes e fomos nós mesmos seu alimento. Então, mais à vontade, restou entre nós, a Felicidade.
2 comentários:
Pequeno exercício da aula de hoje da Oficina Literária.
E as vezes a gente nem acredita quando ela entra... Ainda ficamos na dúvida sobre sua presença... Será que eu merecemos?Será que é real?
E é...
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